Não é um reino de nobres, mas de sobreviventes. Suas cidades são erguidas por remendos de pedra e ferro, sem luxo nem estética, refletindo a natureza bárbara de seu povo. A nobreza aqui é rara: apenas os cavaleiros da Ordem Alta mantêm alguma aparência de refinamento, sustentando um título que impõe respeito.

O exército de Fingraall é a verdadeira joia do reino intocável, indomável, imortal em glória. Seus guerreiros seguem tanto os preceitos da Ordem Arthuriana, que ecoa os feitos do lendário Arthur Dwargon, quanto os da Ordem Unificada, onde bárbaros e cavaleiros lutam lado a lado em perfeita contradição: caos e disciplina marchando como um só corpo.

O Grito de Guerra de Fingraall

Quando o exército marcha, as montanhas tremem. Seu brado não é poesia, mas um rugido de fúria:

“ORDEM! ORDEM! REGRESSO E DESORDEM! CONTRADIÇÃO! FORÇA MÁXIMA AO CHÃO! CAIU, MORREU, O CÉU ESTREMECEU! LUA DE SANGUE, MARCHA EM SUA HONRA INFAME! FÉ, FÉ, FÉ! OS DEUSES ANDAM COM A GENTE, NÉ?!”

Um cântico meio rítmico, meio enlouquecido, que mistura devoção, desafio e sarcasmo. Cada soldado o grita batendo o punho contra o peito ou a lâmina contra o escudo, até o som parecer um trovão.


Faindre – O Insano foi primo e aliado do profeta Dandre, e é reconhecido como um dos líderes mais temidos de sua era. Desde jovem, destacou-se por coragem, força e ferocidade.

Participou de batalhas decisivas contra os maiores exércitos: Febre de Carniça, Raio Vermelho e Praga Púrpura, onde sua habilidade e fúria pessoal foram determinantes para a vitória.

Após essas campanhas, tornou-se líder respeitado entre seu povo, enfrentando rebeliões e mantendo sua autoridade com força e estratégia.

Foi assassinado em meio a intrigas de guerra, mas sua fama como guerreiro indomável e estrategista cruel permaneceu.

Façam desse reino algo bom, se não em meu túmulo eu levantarei com fúria!

Foram suas últimas palavras…

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Ele veste uma armadura pesada. Na mão esquerda, ergue um escudo reluzente; na direita, empunha uma espada bastarda. Seus cabelos e olhos são castanhos, mas sempre que invoca sua mana, seus olhos brilham como ouro derretido e sua lâmina se acende com uma magia radiante, como o alvorecer do dia.

Muitos me perguntam por que sempre escolho ser um Cavaleiro. Os sábios chamam de loucura, os arquimagos dizem que me falta sabedoria, e os loucos proclamam que é um absurdo. Mas eu vos digo: Cavaleiro não é apenas uma pose… é um legado.

Não preciso ser mago, caçador ou guerreiro. Serei aquele que carrega uma ambição maior que o próprio Maharak. Meu escudo existe para proteger os que clamam por liberdade, e minha espada está pronta para enfrentar até mesmo o maior dos dragões.

— Marchai sem medo, pois não há impossível ao que tenta. Que a glória breve seja eterna no canto dos homens. Maharak não terá piedade, e nós não teremos do mundo. O escudo ergue-se pela liberdade, a espada contra dragões. Marchai até o fim do mundo e sobre as cinzas, marchai ainda.

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